Acerca de mim

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Sintra/Miranda do Douro, Portugal
Gosto de pintar,de escrever e de fazer trabalhos manuais.Sou simples e verdadeira. Tenho que pôr paixão naquilo que faço, caso contrário fico com tédio. Ensinar, foi para mim uma paixão; escrever e pintar, continua a sê-lo. Sou sensível e sofro com as injustiças do Mundo. A minha primeira língua foi o Mirandês. Escrevo nessa língua no blog da minha aldeia Especiosa em, http://especiosameuamor.blogspot.com em Cachoneira de Letras de la Speciosa e no Froles mirandesas.

sábado, 10 de janeiro de 2009

As tuas mãos

As tuas mãos são vida
Ásperas, gretadas, queimadas
Se tornaram macias
Para me ajudar a nascer


As tuas mãos são magia
Do nada fazendo tudo
Pondo na boca dos filhos
O pão que não têm, para comer


As tuas mãos são carícias
Mesmo que feitas à pressa
Porque depressa tu vives
Sempre, sempre a correr


As tuas mãos são poemas
Que declamas sem saber
Com sensibilidade e força
A força que te faz vencer


As tuas mãos são trabalho
Tanto, tanto e tão diverso
Que as tuas mãos não têm
Tempo para viver


As tuas mãos são tudo.
Nas tuas mãos está tudo, mulher!

Mulher


Lavra
Semeia
Ceifa
Cria
Cansa-se...
Não se pode cansar


Lava
Cozinha
Limpa
Cria
Cansa-se...
Não pode parar


Deita-se
Dorme
Embala
Cria
Cansa-se...
Só quer descansar

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Se...


Se a minha boca encontrasse a tua
Quando a desejo beijar
Se os meus braços encontrassem os teus
Quando os desejo abraçar

Se as minhas dores encontrassem as tuas
Quando as desejo sarar
Se o meu caminho encontrasse o teu
Quando vou a caminhar

Caminho a minha vida
Sedenta de beijos e abraços
Sou um barco sem guarida
Que quase em pedaços
Procura um porto
Para ancorar

Um porto,
Onde os lábios se encontrassem
Onde os braços se abraçassem
E as dores sarassem
Onde as almas se fundissem
E não parassem de se amar

Leva-me contigo

Leva-me contigo
Nas asas do vento
Na brisa do mar
Amante
Amigo
Leva-me contigo
Eu quero voar

Nas asas de um sonho
Liberta-me
Em nuvens de algodão
Aconchega-me

Com as tuas mãos
Acaricia-me
No teu corpo
Aquece-me

Com os teus beijos
Sufoca-me
Com os teus abraços
Aperta-me

E na cauda do cometa
Já noutras galáxias
Faz-me explodir
De paixão

Quisera ser

"À procura de mim"


Poeta não sou
Arranco às minhas entranhas
As palavras que não saem
Que me fogem

Pintor não sou
Pinto telas imaginárias
Com paleta de cores
Que se esvaem

Quisera eu ser poeta
Quisera eu ser pintor
Escrever telas
Pintar poemas
Escrever o mundo
E pintá-lo, e escrevê-lo
Tanto, tanto…
Nós
A humanidade
Com mil cores!

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