Se quiseres sentir o pulsar do meu coração e o aroma que todas as manhãs ponho na pele, em salpicos picantes de colónia de gengibre; se quiseres sentir as cores quentes a incendiar-me o rosto, vindas dum pôr de sol de fogo, segue o meu olhar...
São as cores do sol poente que me cativam, que me enlouquecem e me obrigam a partir desnuda para o outro lado do universo. Uma brisa tapa-me o corpo com lingerie de seda que tapa destapando, tapa desnudando e excitando os olhos famintos saltitando na ponta dos dedos.
Espraio o olhar sobre os cabeços a reflectirem as suas silhuetas na noite, neste planalto dourado, dunas dum mar que imagino lá longe noutro hemisfério, acácias flamejantes a reflectirem-se em espelho d´água, nuvens brancas de flamingos num voo matinal, despertos com a fragância do meu olhar.
Assim parto,… para lá das dunas, cabeços onde o planalto acaba, por lhe terem crescido seios pontiagudos, faróis na linha do horizonte...
Há uma febre permanente, a paixão por África, os aromas picantes, os tons quentes...
ResponderEliminarLindíssimo este texto!
Um xi coração.
Os aromas a ébano, a sândalo, a gengibre,a terra quente molhada que de tão quente e molhada humedece a pele com vapor que liberta.
ResponderEliminarOs sons, os aromas, os tons...
Eu e ela, de mão dada, caminhamos pela picada...
Um beijo, Teresa. Obrigada por continuares a seguir as minhas linha incertas.
Adelaide