Tenho necessidade de estar só, disse-te um dia.
Olhaste para mim como se tivesse dito a maior das barbaridades.
O meu espírito vagueia pelo mundo, passeia pelas ruas e não vê nada nem ninguém.
Desculpa-me mendiga que estavas na mesma esquina onde sempre te vejo e te lanço um sorriso com a moeda. Desculpa, mendiga! Por não te ver, se calhar te faltará uma moeda para o leite que precisarás para os filhos logo pela manhã, servido na barraca fria, onde, apesar de tudo, tens electricidade para aquecer as malgas no micro ondas.
Às vezes penso se este desejo de solidão não será uma atitude de profundo egoísmo, como se fosse uma pintora de reflexos luminosos que não mostra as obras que pinta, como a poetisa que não divulga os seus estados de alma e assim, uma e outra, não ajudam outros seres a compreenderem-se, a identicarem-se com esses reflexos, essas alegrias ou a falta delas.
Hoje quero estar só, para pintar, para escrever, para me dar através dos sons do meu silêncio.
Acerca de mim
- Adelaide Monteiro
- Sintra/Miranda do Douro, Portugal
- Gosto de pintar,de escrever e de fazer trabalhos manuais.Sou simples e verdadeira. Tenho que pôr paixão naquilo que faço, caso contrário fico com tédio. Ensinar, foi para mim uma paixão; escrever e pintar, continua a sê-lo. Sou sensível e sofro com as injustiças do Mundo. A minha primeira língua foi o Mirandês. Escrevo nessa língua no blog da minha aldeia Especiosa em, http://especiosameuamor.blogspot.com em Cachoneira de Letras de la Speciosa e no Froles mirandesas.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Hoje quero estar só
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Adelaide Monteiro
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2/28/2011 12:15:00 da tarde
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
Estendo os meus passos
Estendo os meus passos
E a milímetros paro
Paro e reparo
Que me dói o andar.
Estendo os meus passos
Nas pernas cansadas
Por vezes magoadas
De tanto caminhar
Estendo os meus passos
Os passos incertos
Em medo encobertos
Que quero deixar.
Estendo os meus passos
Em braços abertos
Em sonos despertos
E sigo a sonhar
E a milímetros paro
Paro e reparo
Que me dói o andar.
Estendo os meus passos
Nas pernas cansadas
Por vezes magoadas
De tanto caminhar
Estendo os meus passos
Os passos incertos
Em medo encobertos
Que quero deixar.
Estendo os meus passos
Em braços abertos
Em sonos despertos
E sigo a sonhar
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Adelaide Monteiro
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2/26/2011 09:30:00 da tarde
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Para adonde te cuntemple

Tengo sede de ti, mar
I quanto más te bebo
Más la sede crece
Quanto más te cuntemplo
Más me detengo a mirar.
Tamien ua fome
I quanto más te bebo
Más la sede crece
Quanto más te cuntemplo
Más me detengo a mirar.
Tamien ua fome
Para que nun hai quemida
Ye un delor que nun alebia
Ye ua soudade an crecendo
Tamanha, nacendo
Nun simpres birar.
Quando me morrir
Quiero ir
Para adonde te cuntemple,
Mar!
Ye un delor que nun alebia
Ye ua soudade an crecendo
Tamanha, nacendo
Nun simpres birar.
Quando me morrir
Quiero ir
Para adonde te cuntemple,
Mar!
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Adelaide Monteiro
à(s)
2/12/2011 10:56:00 da manhã
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Para onde te contemple
Tenho sede de ti, mar
E quanto mais te bebo
Mais a sede cresce
Quanto mais te admiro
Mais me detenho a mirar.
É uma fome que não se sacia
É uma dor que não alivia
É uma saudade em crescendo
Enorme, nascendo
Num simples virar.
Quando morrer quero ir
Para onde te contemple, mar.
E quanto mais te bebo
Mais a sede cresce
Quanto mais te admiro
Mais me detenho a mirar.
É uma fome que não se sacia
É uma dor que não alivia
É uma saudade em crescendo
Enorme, nascendo
Num simples virar.
Quando morrer quero ir
Para onde te contemple, mar.
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Adelaide Monteiro
à(s)
2/11/2011 10:50:00 da tarde
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