Não me peças para ir
Ainda que por vias de cera!
O meu lugar é aqui
Não me peças para ficar
Num berço que não é meu!
O meu lugar é ali
Um alqueire para berço
Uma eira a prometer grão
Uma enxerga de palha
De suor, o pão
Não forces a grama
A soltar-se da terra!
Dividida, mais se agarra
Acerca de mim

- Adelaide Monteiro
- Sintra/Miranda do Douro, Portugal
- Gosto de pintar,de escrever e de fazer trabalhos manuais.Sou simples e verdadeira. Tenho que pôr paixão naquilo que faço, caso contrário fico com tédio. Ensinar, foi para mim uma paixão; escrever e pintar, continua a sê-lo. Sou sensível e sofro com as injustiças do Mundo. A minha primeira língua foi o Mirandês. Escrevo nessa língua no blog da minha aldeia Especiosa em, http://especiosameuamor.blogspot.com em Cachoneira de Letras de la Speciosa e no Froles mirandesas.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Há-de rir-se, o poema!
Transbordaram
os olhos e o peito
e,
nem por isso
o rio sentiu
a água a descer no leito
A alma sentiu-se vazia
e,
a vida menos vida
neste dia
em que a poesia se assoma
como que saída dum coma
cansada
triste
dorida
Outro dia virá
para de flores e risos
encher o poema
ou enfim
um momento chegue, quiçá
para que ele ria
e me empurre
para fora de mim
os olhos e o peito
e,
nem por isso
o rio sentiu
a água a descer no leito
A alma sentiu-se vazia
e,
a vida menos vida
neste dia
em que a poesia se assoma
como que saída dum coma
cansada
triste
dorida
Outro dia virá
para de flores e risos
encher o poema
ou enfim
um momento chegue, quiçá
para que ele ria
e me empurre
para fora de mim
Deixaste-me poesia
Deixaste-me poesia
em versos que não escreveste
mas que leio
em cada galho
em cada folha de cerejeira
em cada pedra
em cada ave
em cada sombra de embondeiro
em cada sorriso de luar
em cada vereda de poeira
em cada fio
de cabelo a pratear
Deixaste-me poesia
em cada traço vincado
nas rimas soltas
duma antologia
repleta de aventuras
de esperanças
mas também desventuras
duma vida
Deixaste-me poesia
nos poros a transbordar
para em meus versos lançar
os versos que te pedia
nascidos nos poemas
duma alma peregrina
e uma mão que não os escrevia
Deixaste-me poesia
em cada canto
em cada sulco
deste peito a transbordar
duma saudade infinita
em versos que não escreveste
mas que leio
em cada galho
em cada folha de cerejeira
em cada pedra
em cada ave
em cada sombra de embondeiro
em cada sorriso de luar
em cada vereda de poeira
em cada fio
de cabelo a pratear
Deixaste-me poesia
em cada traço vincado
nas rimas soltas
duma antologia
repleta de aventuras
de esperanças
mas também desventuras
duma vida
Deixaste-me poesia
nos poros a transbordar
para em meus versos lançar
os versos que te pedia
nascidos nos poemas
duma alma peregrina
e uma mão que não os escrevia
Deixaste-me poesia
em cada canto
em cada sulco
deste peito a transbordar
duma saudade infinita
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Metade de mim
Que o sol me aqueça
para que no inverno não morra
do frio cortante a imobilizar os meus passos
Porque metade mim é vulcão
outra metade é cansaço
Que a noite me seja dia
na luz que me falta
nos dias mais escuros
e que o brilho das estrelas me oriente
quando me perco em becos inseguros.
Porque metade de mim é lua cheia
outra metade é penumbra.
Que a calçada me conte os passos inúteis
e me mostre o caminho dos passos certeiros
Porque metade de mim é no chão
outra metade é algures...
Não sei, não!
Que as lembranças de um dia
me aqueçam as noites
me lembrem o que fui
e o que um dia quiz ser
Porque metade de mim eu conheço
outra metade nunca irei conhecer.
para que no inverno não morra
do frio cortante a imobilizar os meus passos
Porque metade mim é vulcão
outra metade é cansaço
Que a noite me seja dia
na luz que me falta
nos dias mais escuros
e que o brilho das estrelas me oriente
quando me perco em becos inseguros.
Porque metade de mim é lua cheia
outra metade é penumbra.
Que a calçada me conte os passos inúteis
e me mostre o caminho dos passos certeiros
Porque metade de mim é no chão
outra metade é algures...
Não sei, não!
Que as lembranças de um dia
me aqueçam as noites
me lembrem o que fui
e o que um dia quiz ser
Porque metade de mim eu conheço
outra metade nunca irei conhecer.
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