
Eu sou brisa, sou vendaval
Nevoeiro, tempestade
Eu sou começo, sou fim
O meio não é para mim
Sou de extremos, na verdade.
Pertenço ao mundo e a mim
E só me dou se eu quero
Sem posse e só assim
Sem cadeias, sem atilhos
Porque a liberdade venero.
Tenho a força da nortada
A fragilidade da maresia
O rubor da rosa encarnada
De açucenas a candura
Do malmequer, a fantasia.
Por muito que a mente
Me diga que não
Ouço a voz do coração
E depois gero um conflito;
O coração fica aflito
Eu imponho-me, eu refilo
Alto lá, eu mando aqui
Eu que sou coração e mente
Eu que sou gente
E no todo, eu decido.
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